Guia estadual
Guia Eleitoral - Alagoas
Deputados federais e senadores que representam o estado.
12
Parlamentares
9
Deputados
3
Senadores
6
Partidos
Análise editorial • Atualizado em 14/08/2026
Presença que supera o tamanho do eleitorado
Alagoas elege uma bancada federal de porte médio e três senadores, mas costuma projetar no Congresso uma influência superior ao tamanho do seu eleitorado. Parlamentares do estado aparecem com frequência em posições de comando na Câmara dos Deputados, inclusive na presidência da Casa, o que amplia o peso da delegação nas negociações nacionais e na distribuição de recursos para o Nordeste. A presença de alagoanos em cargos de comando nas duas casas é uma constante histórica, reforçada pela atuação em comissões estratégicas e relatorias.
A bancada atua de forma recorrente em pautas regionais, como convivência com a seca, obras hídricas, programas sociais e desenvolvimento do semiárido. No Senado, os representantes alagoanos participam das discussões federativas e de temas ligados à economia local, como a indústria sucroalcooleira, a produção de gás natural e o polo químico instalado no estado. A bancada também acompanha os repasses federais para saúde e educação, áreas sensíveis para a população e para os municípios.
A composição da delegação combina nomes de diferentes partidos e espectros ideológicos, com renovação parcial a cada eleição. As disputas pelas cadeiras costumam ser acirradas e envolver as principais lideranças locais, em um estado de forte enraizamento partidário e de tradição de grupos políticos que se alternam no comando da representação federal. As eleições municipais, que renovam as bases eleitorais, costumam antecipar mudanças na composição da bancada.
Cana, turismo e o rio São Francisco
A economia alagoana tem raízes históricas na cana-de-açúcar e na indústria sucroalcooleira, setor que organizou o interior do estado e ainda sustenta municípios da Zona da Mata. A capital, Maceió, concentra serviços, comércio e o turismo de praia, atividade que cresceu nas últimas décadas e se tornou importante geradora de empregos e de arrecadação. O polo químico e a indústria de alimentos completam a base industrial, enquanto o comércio e a construção sustentam a capital.
No litoral, as lagoas Mundaú e Manguaba e a foz do rio São Francisco, na divisa com Sergipe, formam paisagens de grande apelo turístico e importância ecológica. O baixo São Francisco também está no centro de debates sobre revitalização do rio, pesca e convivência com a seca no sertão alagoano, uma das áreas historicamente mais atingidas do Nordeste. A região também concentra projetos de agricultura irrigada e de piscicultura, atividades em expansão no baixo São Francisco.
A pesca, o artesanato em filé e as festas populares completam o perfil cultural do estado, que enfrenta ainda desafios urbanos na região metropolitana de Maceió. Esses temas aparecem com frequência nas emendas e requerimentos da bancada federal e nos debates sobre investimentos federais, da infraestrutura hídrica ao saneamento básico. A renda local depende fortemente dos serviços, o que torna a bancada sensível às políticas federais de crédito e de emprego.
Uma província nascida de Pernambuco
Alagoas foi desmembrada de Pernambuco em 1817 e elevada à condição de província no início do século XIX, ainda no período colonial tardio. Desde então, o estado mantém representação nas instâncias legislativas nacionais, da Assembleia Geral do Império ao Congresso da República, com participação nas principais discussões políticas do país em todos os períodos. A criação da província foi um desdobramento da Revolução Pernambucana de 1817, episódio que reorganizou a divisão administrativa do Nordeste.
No século XX, a política alagoana acompanhou ciclos econômicos, do açúcar à indústria química e ao gás natural, e construiu uma elite política de forte enraizamento local, com capilaridade nos municípios do interior. A representação federal refletiu essas fases, alternando períodos de maior ou menor protagonismo nacional, mas sempre preservando bancada proporcional à população. A chegada de indústrias, a partir dos anos 1960, diversificou uma economia que dependia da cana e aproximou a bancada das pautas de desenvolvimento.
Nas últimas décadas, o estado ganhou atenção nacional por avanços em indicadores sociais, movimento atribuído a políticas de transferência de renda e programas de saúde. A história recente da representação alagoana combina permanência de grupos tradicionais com renovação, um equilíbrio comum entre os estados do Nordeste e que se mantém nas sucessivas legislaturas. Os desafios de infraestrutura e de diversificação produtiva seguem orientando a atuação da delegação no Congresso.
Fontes desta análise
Análise assinada pela equipe editorial do QuemVotar (Equipe QuemVotar). Este texto não representa recomendação de voto nem posição de partido, candidato ou órgão público.
Como usar este guia estadual
Esta página organiza os parlamentares que representam Alagoas no Congresso Nacional. O objetivo é facilitar a consulta por UF, partido e casa legislativa antes de comparar perfis individuais.
A lista não é ranking eleitoral nem recomendação de voto. Para avaliar cada representante, abra o perfil completo e confira dados de mandato, fontes oficiais, histórico disponível, partido e critérios metodológicos.
Representantes

Alfredo Gaspar
🛡️ PL • Deputado Federal

Arthur Lira
🛡️ PP • Deputado Federal

Daniel Barbosa
🛡️ PP • Deputado Federal

Delegado Fabio Costa
🛡️ PP • Deputado Federal

Dra. Eudócia
🏛️ PSDB • Senador

Isnaldo Bulhões Jr.
🏛️ MDB • Deputado Federal

Luciano Amaral
🏛️ PSD • Deputado Federal

Marx Beltrão
🛡️ UNIÃO • Deputado Federal

Nivaldo Albuquerque
🛡️ UNIÃO • Deputado Federal

Rafael Brito
🏛️ MDB • Deputado Federal

Renan Calheiros
🏛️ MDB • Senador

Renan Filho
🏛️ MDB • Senador