Guia estadual
Guia Eleitoral - Acre
Deputados federais e senadores que representam o estado.
11
Parlamentares
8
Deputados
3
Senadores
7
Partidos
Análise editorial • Atualizado em 14/08/2026
Bancada compacta, peso federativo
O Acre elege uma das menores bancadas da Câmara dos Deputados, em linha com a dimensão do seu eleitorado, e três senadores, o mesmo número de todas as unidades da federação. A pequena delegação convive com uma agenda ampla: a distância de Brasília, o isolamento por estradas e as particularidades amazônicas fazem da infraestrutura e das políticas sociais temas permanentes da representação acreana. A capital, Rio Branco, concentra a maior parte da população e dos serviços, enquanto os municípios do interior dependem de estradas e de políticas específicas.
Na Câmara, a bancada costuma somar forças com as demais delegações do Norte em pautas regionais, como energia, transporte e regularização fundiária. No Senado, os três representantes do estado têm o mesmo peso dos grandes estados, característica que reforça o papel da casa como instância de equilíbrio entre as unidades da federação e dá voz proporcional a um dos menores colégios eleitorais do país. Essa regra constitucional garante aos estados pequenos uma voz que a proporcionalidade da Câmara não oferece.
A composição da delegação alterna perfis ligados ao funcionalismo público, ao setor produtivo e aos movimentos sociais, reflexo das disputas locais entre diferentes projetos para a região. A renovação parcial a cada eleição mantém a bancada em movimento, sem apagar o traço comum de defesa de políticas para a Amazônia e de atenção aos municípios isolados do interior. O funcionalismo público e as transferências federais pesam na economia local, o que aproxima a agenda da bancada do orçamento da União.
Amazônia, fronteira e a memória da borracha
O território acreano é coberto em grande parte pela floresta amazônica, e a economia local combina pecuária, extrativismo, agricultura familiar e serviços públicos. O estado faz fronteira com o Peru e a Bolívia, o que traz à agenda temas de integração sul-americana, comércio de fronteira e cooperação em saúde, segurança e educação nas cidades limítrofes. Os rios Acre, Purus e Juruá orientam a ocupação e o transporte em boa parte do território.
A história da borracha moldou o povoamento: seringais e seringueiros ocuparam o atual território entre o fim do século XIX e meados do século XX, em um ciclo que deixou marcas na cultura e na ocupação rural. Mais recentemente, o Acre se tornou referência em debates sobre desenvolvimento sustentável, manejo florestal e preservação da floresta em pé, com políticas estaduais que projetaram o estado no debate nacional sobre o clima. Essa experiência influenciou políticas de crédito e de assistência técnica para a agricultura familiar em todo o país.
As cheias e vazantes do rio Acre afetam municípios quase todos os anos, e a BR-364 segue como principal via de ligação com o restante do país. Essas condições mantêm na pauta da representação federal as obras de infraestrutura, a prevenção de desastres e o atendimento às populações ribeirinhas e indígenas, temas que reaparecem em todas as legislaturas. A defesa civil e o apoio às populações atingidas por cheias são pautas que costumam unir a delegação.
Do território federal ao estado
O Acre foi incorporado ao Brasil no início do século XX, ao fim de um período de disputa com a Bolívia pela região, marcado pela chamada Revolução Acreana. O Tratado de Petrópolis, assinado em 1903, definiu a fronteira e integrou definitivamente o território ao país, em troca de compensações e da construção da ferrovia Madeira-Mamoré, que ligaria o Acre ao rio Amazonas. A economia da borracha, então em alta, deu ao Acre importância estratégica para o Brasil na região.
Por décadas, a região foi administrada como território federal, sem representação eleita no Congresso Nacional. Em 1962, o Acre foi elevado à condição de estado e passou a eleger governador, deputados federais e senadores, incorporando-se ao sistema federativo como as demais unidades e iniciando sua história própria de representação política. A elevação a estado foi recebida como conquista da população local, que passou a ter voz direta nas decisões nacionais.
Desde então, a representação acreana se consolidou em torno das pautas amazônicas e do desenvolvimento regional, com participação constante nas discussões sobre reformas e distribuição de recursos federais. A combinação de bancada pequena na Câmara e três senadores garante ao estado voz própria nas negociações nacionais, em um país onde as unidades menos populosas dependem fortemente do orçamento federal. O estado também participa dos debates sobre reformas administrativa e tributária, que afetam diretamente as finanças das unidades menores.
Fontes desta análise
Análise assinada pela equipe editorial do QuemVotar (Equipe QuemVotar). Este texto não representa recomendação de voto nem posição de partido, candidato ou órgão público.
Como usar este guia estadual
Esta página organiza os parlamentares que representam Acre no Congresso Nacional. O objetivo é facilitar a consulta por UF, partido e casa legislativa antes de comparar perfis individuais.
A lista não é ranking eleitoral nem recomendação de voto. Para avaliar cada representante, abra o perfil completo e confira dados de mandato, fontes oficiais, histórico disponível, partido e critérios metodológicos.
Representantes

Alan Rick
🛡️ REPUBLICANOS • Senador

Antônia Lúcia
🏛️ MDB • Deputado Federal

Coronel Ulysses
🛡️ UNIÃO • Deputado Federal

Eduardo Velloso
🏛️ SOLIDARIEDADE • Deputado Federal

Marcio Bittar
🛡️ PL • Senador

Meire Serafim
🛡️ UNIÃO • Deputado Federal

Roberto Duarte
🛡️ REPUBLICANOS • Deputado Federal

Sérgio Petecão
🏛️ PSD • Senador

Socorro Neri
🛡️ PP • Deputado Federal

Zé Adriano
🛡️ PP • Deputado Federal

Zezinho Barbary
🛡️ PP • Deputado Federal