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UNIÃO

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União Brasil

Partido com atuação parlamentar em 55 cadeiras no Congresso.

Centro-direitaCentro liberal

Cadeiras no Congresso

55

52 deputados • 3 senadores

Presidência nacional

Não localizada

Liderança na Câmara

Pedro Lucas Fernandes

Liderança no Senado

Professora Dorinha Seabra

Identidade política

Campo aproximado

Centro-direita

Família política aproximada: Centro liberal.

Como o partido se apresenta

Partido com atuação parlamentar em 55 cadeiras no Congresso.

Análise editorial • Atualizado em 14/08/2026

Fusão de duas histórias

O União Brasil nasceu da fusão entre DEM e PSL, anunciada em outubro de 2021 e aprovada pelo TSE em fevereiro de 2022. A fusão uniu duas histórias diferentes: a do PFL, partido criado em 1985 por dissidentes do PDS, e a do PSL, legenda fundada em 1994 que cresceu ao abrigar o bolsonarismo.

O PFL apoiou o governo Sarney, participou das coalizões de Fernando Henrique Cardoso, com o vice-presidente Marco Maciel, e se tornou nos anos 1990 uma das maiores forças conservadoras, sob liderança do senador Antônio Carlos Magalhães. Em 2007, o partido mudou de nome para Democratas.

O Democratas atravessou a década de 2010 em declínio: perdeu governadores, bancadas e prefeitos, embora tenha mantido a presidência da Câmara com Rodrigo Maia entre 2016 e 2021, período em que o centrão voltou ao centro das negociações políticas.

O PSL, por sua vez, foi durante anos uma legenda pequena. Em 2018, Jair Bolsonaro se filiou ao partido e venceu a eleição presidencial; o PSL elegeu 52 deputados federais naquele pleito. Após a eleição, a relação do presidente com a direção do partido se rompeu, e Bolsonaro deixou a legenda em novembro de 2019.

O União Brasil herdou a maior base de filiados entre os partidos, vinda do DEM, e uma das maiores bancadas da Câmara. Na eleição de 2022, elegeu a terceira maior bancada da Casa, atrás de PL e PT.

A fusão foi apresentada pelos dirigentes como a criação de uma grande legenda de centro-direita. Internamente, porém, as alas de origem tinham perfis distintos: a do DEM, mais liberal e de quadros tradicionais, e a do PSL, marcada pela base formada em 2018. O comando inicial do novo partido foi entregue a Luciano Bivar, que presidia o PSL.

A fusão foi aprovada em fevereiro de 2022, em tempo de disputar a eleição daquele ano com a nova legenda. O União Brasil entrou na campanha como o partido com o maior número de filiados do país e com bancadas herdadas de duas histórias muito diferentes.

A fusão também concentrou um dos maiores fundos partidário e eleitoral do país, o que deu à legenda estrutura financeira para disputar a eleição de 2022 em todas as unidades da federação.

Centro-direita em construção

O União Brasil se apresenta como um partido de centro-direita, defensor da economia de mercado, da segurança pública e de pautas conservadoras nos costumes. Seu programa busca combinar o liberalismo econômico da tradição do DEM com o conservadorismo social que marcou o PSL.

Na prática, a legenda funciona como um grande guarda-chuva: abriga desde políticos ligados ao agronegócio e à bancada evangélica até prefeitos e gestores sem posições ideológicas definidas. Essa amplitude é apresentada pelos dirigentes como força e, pelos críticos, como ausência de programa.

A relação com o bolsonarismo é o ponto mais sensível: depois da saída de Bolsonaro para o PL, o partido procurou construir identidade própria de centro-direita, com diálogo com diferentes campos. Tanto o DEM quanto o PSL apoiaram a reforma da Previdência de 2019 e as pautas econômicas do governo da época, posição que a nova legenda manteve nos anos seguintes.

Em segurança pública, a bancada defende o endurecimento de penas; em economia, apoia pautas de responsabilidade fiscal. A relação com a bancada evangélica e com o agronegócio também marca a legenda, que reúne integrantes dos dois grupos em suas fileiras.

A bancada também atua em pautas municipais, com forte presença de prefeitos na legenda.

Peso imediato no Congresso

Com a terceira maior bancada da Câmara a partir de 2023, o União Brasil se tornou peça central nas votações: governos de qualquer campo precisam do partido para formar maioria. Em 2023, a legenda passou a integrar a base do governo Lula, indicando os ministros das Comunicações, Juscelino Filho, e do Turismo, Celso Sabino.

No Senado, a bancada também cresceu, e o partido preside comissões relevantes. Nas eleições municipais de 2024, ficou entre os partidos que mais elegeram prefeitos, ampliando sua capilaridade. Em 2025, disputou a presidência da Câmara com candidatura própria, sem sucesso.

Nos estados, o partido governa Goiás com Ronaldo Caiado, reeleito em 2022, e mantém diretórios fortes em todas as regiões.

Disputas internas

O partido começou a legislatura de 2023 em meio a uma disputa interna pela presidência, entre Luciano Bivar, herdeiro da ala do PSL, e Antonio Rueda, apoiado pela ala do DEM. A briga foi parar na Justiça Eleitoral, que reconheceu a eleição de Rueda como presidente em decisão noticiada em 2024.

A mudança de posição em relação ao governo federal — de opositor a aliado de Lula em menos de um ano — também rendeu críticas: parte da base, identificada com a direita, cobrou coerência, enquanto dirigentes defenderam a participação no governo como forma de ampliar influência. A fusão das duas siglas ainda gerou atritos administrativos noticiados, com disputas por diretórios estaduais e pelo comando do fundo partidário.

Fontes desta análise

Site oficial do União BrasilRegistro no TSEDados abertos da Câmara

Análise assinada pela equipe editorial do QuemVotar (Equipe QuemVotar). Este texto não representa recomendação de voto nem posição do partido.

Como interpretar este partido

Esta página resume a presença do União Brasil (UNIÃO) no Congresso Nacional, incluindo tamanho da bancada, lideranças localizadas e caminhos para fontes oficiais. A composição parlamentar pode mudar por migrações partidárias, licenças, suplências e atualizações das casas legislativas.

Campo político e família partidária são classificações aproximadas para navegação. Elas devem ser lidas junto com votos, projetos, atuação das lideranças e informações oficiais do partido.

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