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SOLIDARIEDADE

🏛️ SOLIDARIEDADE

Solidariedade

Partido com atuação parlamentar em 4 cadeiras no Congresso.

CentroSindical e popular

Cadeiras no Congresso

4

4 deputados • 0 senadores

Presidência nacional

Não localizada

Liderança na Câmara

Aureo Ribeiro

Liderança no Senado

Sem líder localizado

Identidade política

Campo aproximado

Centro

Família política aproximada: Sindical e popular.

Como o partido se apresenta

Partido com atuação parlamentar em 4 cadeiras no Congresso.

Análise editorial • Atualizado em 14/08/2026

O PHS que virou Solidariedade

O Solidariedade é o novo nome do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), adotado em 2013. A mudança ocorreu sob o comando de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, dirigente sindical que preside a legenda e também comandou a Força Sindical, uma das maiores centrais sindicais do país.

A ligação com o sindicalismo marcou o partido desde então: o Solidariedade se apresenta como porta-voz dos trabalhadores e mantém atuação em pautas trabalhistas, embora na prática negocie apoio a governos de diferentes campos, como a maioria das legendas médias.

O partido mantém o número 77 e uma estrutura de porte pequeno, com presença mais visível em São Paulo, base eleitoral de seu presidente, e em estados do Sudeste e do Nordeste.

Em 2016, o partido apoiou o impeachment de Dilma Rousseff e, nos anos seguintes, votou a favor das reformas trabalhista e da Previdência, em linha com a orientação de sua direção sindical naquele período. Nos pleitos presidenciais, a legenda apoiou candidaturas de outros partidos, sem candidato próprio.

Nas eleições municipais, o Solidariedade costuma eleger vereadores e prefeitos em cidades médias, e sua bancada federal, pequena, participa das articulações do Congresso.

O PHS, antes da mudança de nome, era uma legenda pequena, sem representação expressiva, que disputava eleições proporcionais em alguns estados. A adoção do nome Solidariedade, em 2013, coincidiu com a aproximação do partido das centrais sindicais, e a legenda passou a crescer em câmaras municipais.

O partido também é conhecido pela presença de dirigentes sindicais em sua estrutura, tanto na direção nacional quanto nos diretórios estaduais, característica que o distingue de outras legendas médias.

O partido, desde então, disputa todas as eleições com candidaturas próprias em vários estados.

Trabalhismo e negociação

O Solidariedade se apresenta como partido trabalhista: defende os direitos dos trabalhadores, a geração de emprego e o diálogo entre capital e trabalho, herança da trajetória sindical de seu presidente.

Na prática, porém, a legenda atua como força de centro, negociando apoio a governos em troca de cargos e emendas, comportamento que seus dirigentes justificam como a forma de garantir espaço para as pautas sindicais e que os críticos classificam como pragmatismo.

O partido evita posições marcantes em pautas de costumes e concentra seu discurso em temas econômicos e sociais, como emprego, renda e proteção ao trabalhador.

O partido defende a manutenção dos direitos trabalhistas e a negociação coletiva como instrumento de mediação de conflitos, pautas típicas do sindicalismo brasileiro.

A legenda também defende políticas de qualificação profissional e de apoio às micro e pequenas empresas, temas frequentes nos discursos de suas lideranças.

Bancada pequena nas articulações

O Solidariedade mantém bancada pequena na Câmara dos Deputados, com presença ocasional no Senado. A legenda participa das articulações do Congresso e costuma negociar com o governo da vez, indicando cargos em diferentes momentos.

Nos estados, o partido elege deputados estaduais e vereadores em diversas cidades, com força especial em São Paulo. A bancada federal tende a votar com o governo da vez, priorizando pautas trabalhistas quando estão em jogo.

Em 2018 e 2022, o partido elegeu deputados federais em diversos estados, mantendo bancada pequena, e participou das negociações de cargos e emendas do Congresso.

Como outras legendas de porte médio, o Solidariedade mantém diretórios em todos os estados e participa das disputas municipais por meio de coligações regionais.

Sindicalismo sob crítica

A relação entre o partido e a Força Sindical é apontada por estudiosos como exemplo da interface entre sindicalismo e política no Brasil; os dirigentes do partido afirmam que a ligação é natural, pois a legenda nasceu para dar voz aos trabalhadores.

Como outras legendas médias, o Solidariedade é alvo da crítica de pragmatismo, por alternar o apoio a governos de campos diferentes; a direção rebate dizendo que a negociação é o caminho para aprovar pautas em um Congresso fragmentado.

A alternância de apoios do partido, entre campos políticos opostos, também rendeu críticas de analistas e de setores do movimento sindical; a direção rebate dizendo que a negociação é a marca histórica do sindicalismo brasileiro.

O partido, ao longo dos anos, também esteve envolvido em debates sobre o uso do fundo partidário, tema comum entre legendas médias e pequenas.

Fontes desta análise

Registro no TSEDados abertos da Câmara

Análise assinada pela equipe editorial do QuemVotar (Equipe QuemVotar). Este texto não representa recomendação de voto nem posição do partido.

Como interpretar este partido

Esta página resume a presença do Solidariedade (SOLIDARIEDADE) no Congresso Nacional, incluindo tamanho da bancada, lideranças localizadas e caminhos para fontes oficiais. A composição parlamentar pode mudar por migrações partidárias, licenças, suplências e atualizações das casas legislativas.

Campo político e família partidária são classificações aproximadas para navegação. Elas devem ser lidas junto com votos, projetos, atuação das lideranças e informações oficiais do partido.

Entender metodologiaPolítica editorial

Fontes e caminhos

Ver bancada do partidoRegistro partidario no TSEDados da Camara
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