Cadeiras no Congresso
48
42 deputados • 6 senadores

🛡️ REPUBLICANOS
Partido com atuação parlamentar em 48 cadeiras no Congresso.
Cadeiras no Congresso
48
42 deputados • 6 senadores
Presidência nacional
Não localizada
Liderança na Câmara
Silvio Costa Filho
Liderança no Senado
Alan Rick
Campo aproximado
Direita
Família política aproximada: Conservador.
Como o partido se apresenta
Partido com atuação parlamentar em 48 cadeiras no Congresso.
Análise editorial • Atualizado em 14/08/2026
O Republicanos foi criado em 2005 com o nome de Partido Republicano Brasileiro (PRB). A legenda nasceu com o apoio de lideranças ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus, e seus primeiros dirigentes eram, em sua maioria, bispos e pastores da igreja, vínculo que marcou o partido desde a origem.
O PRB disputou sua primeira eleição em 2006 e, a partir de 2010, passou a eleger bancadas na Câmara e a crescer em câmaras municipais, com força sobretudo em São Paulo e no Rio de Janeiro, estados de grande presença da Igreja Universal.
A criação foi articulada nos bastidores da igreja, segundo relatos da imprensa, e o primeiro programa da legenda deu centralidade a valores religiosos e à família. Durante anos, o PRB foi uma legenda pequena, com bancadas tímidas na Câmara; o crescimento começou na década de 2010, quando o partido passou a eleger bancadas maiores e a participar de governos estaduais e municipais.
Em 2019, o partido mudou de nome para Republicanos, mantendo a sigla e o número eleitoral. A mudança foi apresentada como forma de ampliar o alcance da legenda para além do público evangélico, sem abandonar as pautas cristãs.
Nas eleições municipais de 2024, o partido manteve prefeituras importantes e cresceu em câmaras municipais, consolidando a estrutura que sustenta sua bancada federal.
O partido foi presidido durante quase toda a sua história por Marcos Pereira, ex-ministro da Indústria e Comércio Exterior no governo Temer. Sob seu comando, a legenda apoiou o governo Bolsonaro entre 2019 e 2022 e, a partir do fim de 2023, passou a integrar a base do governo Lula.
No governo Temer, o partido apoiou a reforma trabalhista de 2017, aprovada com o voto da bancada, e manteve cargos no primeiro escalão.
Em 2016, a bancada apoiou o impeachment de Dilma Rousseff e, em seguida, integrou a base do governo Temer.
Em 2018, ainda como PRB, a legenda declarou apoio a Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, aliança renovada em 2022.
Em 2022, o partido elegeu a maior bancada de sua história na Câmara dos Deputados. A relação com a Igreja Universal continua sendo o traço distintivo: parlamentares da legenda costumam ser bispos, pastores ou membros da igreja, e o partido mantém atuação intensa em pautas religiosas no Congresso.
O Republicanos se apresenta como um partido conservador, defensor dos valores cristãos e da família. Em seus documentos, a legenda defende a liberdade religiosa e posições contrárias à legalização do aborto; em pautas de costumes, a bancada costuma atuar de forma coordenada no Congresso.
No campo econômico, o partido tende a apoiar pautas liberais e a defesa do empreendedorismo, com ênfase em políticas para pequenos negócios. A identidade cristã, porém, é o elemento central do discurso da legenda, que também defende pautas duras de segurança pública.
Apesar do perfil conservador, o partido se manteve aberto a alianças com governos de diferentes campos, priorizando a conquista de cargos e emendas, postura que seus dirigentes justificam como serviço à população e que os críticos classificam como pragmatismo.
Em pautas de costumes, como aborto e drogas, o partido adota posições conservadoras e costuma votar de forma unida. A defesa do pequeno negócio e do emprego aparece como ponte para o eleitorado não religioso.
A bancada também apoia políticas de proteção à maternidade e à primeira infância, temas frequentes nos discursos de seus parlamentares.
O Republicanos elegeu em 2022 sua maior bancada da história na Câmara e passou a ser um partido de porte médio-grande no Congresso. Integrou a base do governo Bolsonaro, votando com o governo nas principais pautas, e apoiou a reeleição do então presidente em 2022.
Em 2023, o partido mudou de posição: passou a integrar a base do governo Lula, indicando Silvio Costa Filho para o Ministério de Portos e Aeroportos. A mudança foi justificada pela direção como busca de espaço para agendas municipais e sociais.
Em 2025, o deputado Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados com apoio amplo, o primeiro presidente da história do partido a comandar a Casa.
Em 2024, o partido ampliou sua presença municipal, elegendo prefeitos e vereadores em diversos estados. A presidência da Câmara deu à legenda visibilidade nacional e poder de agenda, consolidando o crescimento iniciado na década de 2010.
A ligação com a Igreja Universal é o principal alvo de questionamentos: relatos da imprensa e estudos acadêmicos apontam influência da igreja sobre a legenda, inclusive na seleção de candidatos. O partido nega qualquer subordinação institucional e afirma que a presença de religiosos é consequência natural de sua base.
A presença de bispos e pastores em cargos de comando é citada por estudiosos como exemplo da interface entre religião e política no Brasil, tema de debate acadêmico e jornalístico.
Em 2023, a entrada na base do governo Lula gerou críticas de parte do eleitorado conservador, que cobrou coerência; a direção respondeu que o partido busca resultados, e não alinhamento automático com qualquer campo político.
Análise assinada pela equipe editorial do QuemVotar (Equipe QuemVotar). Este texto não representa recomendação de voto nem posição do partido.
Esta página resume a presença do Republicanos (REPUBLICANOS) no Congresso Nacional, incluindo tamanho da bancada, lideranças localizadas e caminhos para fontes oficiais. A composição parlamentar pode mudar por migrações partidárias, licenças, suplências e atualizações das casas legislativas.
Campo político e família partidária são classificações aproximadas para navegação. Elas devem ser lidas junto com votos, projetos, atuação das lideranças e informações oficiais do partido.