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PSOL

🌹 PSOL

Partido Socialismo e Liberdade

Partido com atuação parlamentar em 13 cadeiras no Congresso.

EsquerdaEsquerda socialista

Cadeiras no Congresso

13

13 deputados • 0 senadores

Presidência nacional

Não localizada

Liderança na Câmara

Tarcísio Motta

Liderança no Senado

Sem líder localizado

Identidade política

Campo aproximado

Esquerda

Família política aproximada: Esquerda socialista.

Como o partido se apresenta

Partido com atuação parlamentar em 13 cadeiras no Congresso.

Análise editorial • Atualizado em 14/08/2026

A dissidência do PT que virou partido

O PSOL foi fundado em 2004 por dissidentes do PT, após a expulsão, em 2003, de parlamentares que votaram contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Lula. A primeira presidente foi Heloísa Helena, senadora à época, e o partido nasceu com o número 50.

Em 2006, Heloísa Helena foi candidata à Presidência e terminou a disputa em terceiro lugar, resultado que deu ao PSOL projeção nacional. Nos pleitos seguintes, o partido lançou Plínio de Arruda Sampaio (2010), Luciana Genro (2014) e Guilherme Boulos (2018 e 2022).

Boulos, uma das lideranças do MTST, movimento de moradia, foi eleito deputado federal por São Paulo em 2022 com a maior votação do país para o cargo naquele pleito. Antes, em 2020, ele disputou o segundo turno da eleição para a prefeitura de São Paulo e foi derrotado por Bruno Covas; em 2024, perdeu novamente no segundo turno, para Ricardo Nunes.

Em 2016, a deputada Luiza Erundina, filiada ao PSOL, disputou o segundo turno da eleição para a prefeitura de São Paulo contra João Doria. Em 2018, o deputado Jean Wyllys, reeleito naquele ano, renunciou ao mandato em janeiro de 2019 e deixou o Brasil, citando ameaças de morte.

Em 2022, o PSOL formou federação partidária com a Rede Sustentabilidade, aliança que passou a disputar as eleições em conjunto e a funcionar como um único bloco no Congresso.

O partido também se destacou pela eleição de parlamentares jovens e ligados a movimentos sociais, como a deputada federal Sâmia Bomfim, de São Paulo, e por construir base eleitoral principalmente nas grandes capitais.

O partido também elege vereadores em capitais e em cidades médias, presença que sustenta sua estrutura nacional.

Socialismo de múltiplas correntes

O PSOL se define como um partido socialista e defende a superação do capitalismo, com forte ênfase em direitos sociais, igualdade de gênero, direitos humanos e pautas ambientais. Internamente, a legenda abriga correntes que vão do trotskismo ao socialismo democrático, em um arranjo que gera debates permanentes.

O partido ficou conhecido pela oposição firme a governos de direita e por pautas progressistas no Congresso, como a demarcação de terras indígenas e a defesa do SUS e da educação pública.

No plano eleitoral, o PSOL defende a construção de frentes de esquerda, mas mantém críticas a alianças amplas, posição que o distingue de partidos como o PT na política de coalizão.

No plano institucional, o partido defende a reforma do sistema político, com financiamento público de campanhas e fortalecimento da democracia participativa, como conselhos e orçamentos participativos.

Bancada pequena e vocal

O PSOL mantém bancada pequena na Câmara dos Deputados, com presença ocasional no Senado, mas com atuação desproporcional ao tamanho: seus parlamentares costumam liderar votações de destaque em pautas de direitos humanos e de costumes.

O partido apoia o governo Lula com críticas, sem integrar a coalizão ministerial. A federação com a REDE, válida por quatro anos, garante ao PSOL o cumprimento da cláusula de barreira e amplia a bancada do bloco no Congresso.

A bancada do PSOL também atua em pautas como a reforma urbana e o direito à moradia, temas ligados à trajetória de Boulos no MTST, além da demarcação de terras indígenas e da defesa do sistema público de saúde e de educação.

A bancada também atua na defesa dos direitos LGBTQIA+ e de pautas feministas no Congresso.

Radicalismo e disputas internas

O partido é criticado por adversários por seu radicalismo e por pautas consideradas extremas; os dirigentes rebatem dizendo que o PSOL defende princípios e não abre mão de posições programáticas para agradar aliados.

Internamente, a legenda convive com disputas entre correntes, que em diferentes momentos resultaram em expulsões, saídas e rachas noticiados pela imprensa. A relação com o PT também oscila entre a aliança eleitoral e a crítica, tema recorrente nos debates internos do partido.

A federação firmada com a REDE em 2022 uniu legendas de perfis distintos, o que exigiu negociação constante entre as direções; o arranjo teve atritos pontuais relatados pela imprensa.

O partido também enfrenta críticas por sua atuação de oposição dentro de governos aliados, posição que gera atritos com o PT; dirigentes afirmam que a autonomia crítica é uma marca da legenda.

Fontes desta análise

Site oficial do PSOLRegistro no TSEDados abertos da Câmara

Análise assinada pela equipe editorial do QuemVotar (Equipe QuemVotar). Este texto não representa recomendação de voto nem posição do partido.

Como interpretar este partido

Esta página resume a presença do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) no Congresso Nacional, incluindo tamanho da bancada, lideranças localizadas e caminhos para fontes oficiais. A composição parlamentar pode mudar por migrações partidárias, licenças, suplências e atualizações das casas legislativas.

Campo político e família partidária são classificações aproximadas para navegação. Elas devem ser lidas junto com votos, projetos, atuação das lideranças e informações oficiais do partido.

Entender metodologiaPolítica editorial

Fontes e caminhos

Ver bancada do partidoRegistro partidario no TSEDados da Camara
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