QuemVotarQUEM VOTAR.
Candidatos 2026MatchCompararRankingBuscar políticosPartidosGuiasAnálisesSobre
Fazer match
  1. Início
  2. /Partidos
  3. /PSDB
Compartilhar:
PSDB

🏛️ PSDB

Partido da Social Democracia Brasileira

Partido com atuação parlamentar em 22 cadeiras no Congresso.

CentroSocial-democrata

Cadeiras no Congresso

22

18 deputados • 4 senadores

Presidência nacional

Não localizada

Liderança na Câmara

Adolfo Viana

Liderança no Senado

Plínio Valério

Identidade política

Campo aproximado

Centro

Família política aproximada: Social-democrata.

Como o partido se apresenta

Partido com atuação parlamentar em 22 cadeiras no Congresso.

Análise editorial • Atualizado em 14/08/2026

Nascido da dissidência do PMDB

O PSDB foi fundado em 25 de junho de 1988 por um grupo de parlamentares do PMDB insatisfeitos com o governo de José Sarney. Entre os fundadores estavam Mário Covas, Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Geraldo Alckmin. A legenda nasceu com o discurso de modernização do Estado, responsabilidade fiscal e desenvolvimento social, e registrou-se no TSE no mesmo ano.

Em 1989, o partido lançou Mário Covas à Presidência. O grande salto veio com o Plano Real: FHC, ministro da Fazenda de Itamar Franco, comandou o plano que estabilizou a economia e venceu a eleição de 1994 no primeiro turno, sendo reeleito em 1998.

Os oito anos do governo FHC foram marcados por privatizações, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, aprovada em 2000, pela criação de programas sociais e pelo enfrentamento de crises internacionais. Em 2002, o partido perdeu a eleição para Lula e tornou-se o principal partido de oposição, papel que manteve ao longo dos governos petistas: a disputa entre tucanos e petistas marcou a política brasileira por duas décadas.

Em 2014, o senador Aécio Neves levou a disputa presidencial ao segundo turno e foi derrotado por Dilma Rousseff por diferença de cerca de três pontos percentuais. O partido pediu a auditoria do resultado, pedido rejeitado pelo TSE. Nos anos seguintes, a legenda apoiou o impeachment de Dilma e integrou a base do governo Temer.

Em 2018, o candidato Geraldo Alckmin teve o pior desempenho da história do partido, e a legenda entrou em crise. Em 2022, Alckmin deixou o partido após 33 anos de filiação para concorrer como vice na chapa de Lula. No mesmo ano, o PSDB perdeu o governo de São Paulo, que comandava desde 1995, encerrando um ciclo de 28 anos no principal estado do país.

O partido também governou Minas Gerais com Aécio Neves, entre 2003 e 2010, e Goiás com Marconi Perillo, em dois períodos que somaram mais de uma década. No plano federal, chegou a comandar o Ministério das Relações Exteriores no governo Temer, com o senador Aloysio Nunes, e manteve presença em cargos de segundo escalão em diferentes governos.

Na capital paulista, o partido elegeu os prefeitos José Serra (2004) e João Doria (2016), ampliando sua presença nas maiores cidades do estado.

No governo FHC, o partido comandou ministérios centrais, como a Fazenda, com Pedro Malan, e a Saúde, com José Serra, período em que a legenda consolidou sua imagem de partido de quadros técnicos.

A social-democracia como programa

O PSDB se define como um partido social-democrata, e essa palavra aparece nos documentos oficiais da legenda como síntese de seu projeto: combinar crescimento econômico com políticas sociais dentro de uma economia de mercado. O partido defende o equilíbrio fiscal, a abertura comercial, a reforma do Estado e a universalização de serviços como saúde e educação.

Na década de 1990, a legenda se aproximou das teses da chamada terceira via, associadas ao britânico Tony Blair e ao americano Bill Clinton, e passou a defender a atualização da social-democracia para a era da globalização.

Ao longo do tempo, o partido oscilou entre uma ala mais liberal, próxima do empresariado, e uma ala mais ligada à gestão pública; o equilíbrio entre essas correntes marcou seus congressos e eleições internas. Na prática, o PSDB governou com alianças amplas, incluindo partidos de perfil conservador, o que gerou críticas de que o discurso social-democrata convivia com práticas tradicionais de coalizão.

Em São Paulo, o partido se identificou com a educação em tempo integral e a gestão por resultados, temas que marcaram os discursos de suas gestões estaduais. A legenda também defende a reforma do Estado e a digitalização de serviços públicos.

Do governo federal ao encolhimento

No auge, o PSDB comandou o governo federal por oito anos e governou São Paulo por 28 anos consecutivos, com gestões de Mário Covas, Geraldo Alckmin, José Serra e João Doria. A bancada federal apoiou as reformas trabalhista (2017) e da Previdência (2019), em sintonia com os governos Temer e Bolsonaro em diferentes momentos.

A partir de 2018, o partido sofreu perdas sucessivas: a bancada federal encolheu, governadores trocaram de legenda e o partido perdeu protagonismo nacional. A partir de 2023, já sem Alckmin (que saiu em 2022) e sem o governo de São Paulo, o PSDB passou a ser uma força média no Congresso, mantendo governos estaduais em estados como Mato Grosso do Sul.

A bancada mantém atuação em pautas de gestão fiscal e defende a agenda de reformas econômicas. No Senado, o partido, embora com bancada pequena, preservou relatorias de matérias econômicas.

Crise, afastamentos e saídas

Em 2017, o STF determinou o afastamento do senador Aécio Neves do mandato, após a divulgação de gravações feitas pelo empresário Joesley Batista em acordo de delação. Aécio respondeu a inquéritos no âmbito da Lava Jato e sempre negou as acusações; parte dos processos foi arquivada ou extinta, conforme registros do STF. O episódio aprofundou a crise da legenda e abriu disputas internas entre alas.

A saída de Alckmin em 2022, para compor a chapa de Lula, foi tratada pela imprensa como símbolo do declínio do partido e gerou reações opostas entre filiados. A trajetória de alianças da legenda — da oposição ao PT à base de Temer, e depois à chapa de Lula — também alimentou críticas de pragmatismo.

Fontes desta análise

Site oficial do PSDBRegistro no TSEInstituto Teotônio Vilela

Análise assinada pela equipe editorial do QuemVotar (Equipe QuemVotar). Este texto não representa recomendação de voto nem posição do partido.

Como interpretar este partido

Esta página resume a presença do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) no Congresso Nacional, incluindo tamanho da bancada, lideranças localizadas e caminhos para fontes oficiais. A composição parlamentar pode mudar por migrações partidárias, licenças, suplências e atualizações das casas legislativas.

Campo político e família partidária são classificações aproximadas para navegação. Elas devem ser lidas junto com votos, projetos, atuação das lideranças e informações oficiais do partido.

Entender metodologiaPolítica editorial

Blocos no Senado

BLDEM

Fontes e caminhos

Ver bancada do partidoRegistro partidario no TSEDados da Camara
QUEM VOTAR.

© 2026 QUEM VOTAR. PLATAFORMA INDEPENDENTE. DADOS: CÂMARA, SENADO, TSE E CNJ.

SobreMetodologiaPolítica EditorialGuiasCandidatos 2026AnálisesCompararPrivacidadeTermos de UsoFontesContatoPublicidade