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PSD

🏛️ PSD

Partido Social Democrático

Partido com atuação parlamentar em 62 cadeiras no Congresso.

CentroCentro pragmático

Cadeiras no Congresso

62

48 deputados • 14 senadores

Presidência nacional

Não localizada

Liderança na Câmara

Antonio Brito

Liderança no Senado

Omar Aziz

Identidade política

Campo aproximado

Centro

Família política aproximada: Centro pragmático.

Como o partido se apresenta

Partido com atuação parlamentar em 62 cadeiras no Congresso.

Análise editorial • Atualizado em 14/08/2026

O partido novo com nome antigo

O PSD foi fundado em 2011 pelo então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, depois que ele deixou o DEM. O registro foi aprovado pelo TSE em setembro daquele ano, e o partido nasceu com discurso de centro, sem alinhamento ideológico rígido, priorizando gestão e resultados.

Kassab deixou o DEM após atritos com a direção da legenda, que criticara seu apoio à candidatura de Dilma Rousseff em 2010. Ao fundar o PSD, ele levou consigo prefeitos e vereadores de vários estados, em um movimento que a imprensa descreveu como a criação de um partido de gestores.

O nome remete ao PSD histórico, criado em 1945 e extinto pelo regime militar em 1965, que teve Juscelino Kubitschek como principal nome. A escolha foi apresentada pela nova legenda como homenagem, mas não há vínculo legal entre as duas siglas.

Em 2015, Kassab aceitou o Ministério das Cidades no governo Dilma, aproximando o partido do governo federal; depois, a legenda apoiou o impeachment de 2016 e integrou a base do governo Temer, com Kassab na Secretaria de Governo.

Nas eleições municipais de 2016, o partido elegeu prefeitos em capitais como Belo Horizonte, com Alexandre Kalil. O crescimento foi acompanhado de filiações em massa: em 2022, o PSD figurava entre os partidos com maior número de prefeitos eleitos no país.

Em pouco mais de uma década, o PSD se tornou um dos maiores partidos do país: elegeu bancadas crescentes na Câmara e no Senado, governadores e milhares de prefeitos. A legenda atraiu sobretudo prefeitos e vereadores, que encontraram nela espaço para manter bases locais sem confronto ideológico.

Kassab comandou a legenda desde a fundação e a manteve liberada nas disputas presidenciais de 2018 e 2022, sem compromisso formal com candidatos. Em 2023, o partido passou a integrar a base do governo Lula, indicando os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da Pesca e Aquicultura, André de Paula.

O partido também atraiu quadros de outras legendas: em 2022, recebeu a ex-tucana Raquel Lyra, eleita governadora de Pernambuco naquele ano.

Em 2018, o partido elegeu Ratinho Júnior governador do Paraná, reeleito em 2022, e passou a disputar governos estaduais em todas as regiões.

Centro e gestão

O PSD se define como um partido de centro. Seus documentos e discursos enfatizam a gestão pública, o desenvolvimento regional e o diálogo, em vez de bandeiras ideológicas. Na prática, o partido evita posições polêmicas e constrói seu programa em torno de temas como infraestrutura, saúde, educação e segurança.

Essa opção rende ao partido críticas de falta de identidade programática; seus dirigentes respondem que o papel da legenda é governar, e não doutrinar. No Congresso, a bancada tende a votar com o governo da vez em questões econômicas e a inclinar-se ao conservadorismo em pautas de costumes, embora com divisões internas.

O partido também defende o municipalismo, a transferência de recursos e decisões para as prefeituras, tema que aparece com frequência nos discursos de seus dirigentes e orienta boa parte das emendas apresentadas pela bancada.

O fundador, Gilberto Kassab, tornou-se conhecido pela defesa da desburocratização e da gestão enxuta, temas que orientam o programa da legenda. O partido também defende o pacto federativo e a revisão das regras de distribuição de recursos com ganhos para os municípios.

Nos estados, o partido costuma adotar programas de governo próprios, sem seguir uma cartilha nacional, o que reforça o perfil descentralizado da legenda.

Crescimento acelerado

O PSD elegeu em 2022 uma das maiores bancadas da Câmara e manteve presença relevante no Senado. A partir de 2023, com dois ministérios no governo Lula, passou a integrar formalmente a base aliada, depois de anos de independência nas disputas presidenciais.

Nos estados, o partido governa o Paraná, com Ratinho Júnior reeleito, e Pernambuco, com Raquel Lyra. Nas eleições municipais de 2024, ficou entre os partidos que mais elegeram prefeitos no país.

O comando de Kassab, único presidente desde a fundação, dá ao partido uma estabilidade rara: sem disputas públicas de direção, a legenda concentra esforços na articulação parlamentar e na expansão de sua base municipal.

O senador Rodrigo Pacheco, do PSD, preside o Senado desde 2021, posição que deu ao partido papel central na articulação das pautas econômicas do Congresso. Na Câmara, a bancada costuma integrar os blocos majoritários, independentemente do governo.

A crítica ao pragmatismo

A principal crítica dirigida ao PSD é o pragmatismo: a legenda apoiou governos de campos opostos em poucos anos — Dilma, Temer, Bolsonaro e Lula —, o que leva analistas a classificá-la como parte do centrão. Os dirigentes rebatem dizendo que o partido é de centro por definição e que a participação em governos é forma de servir à população.

Em 2022, o partido liberou a bancada na eleição presidencial, e dirigentes apoiaram candidatos diferentes, prática legal, mas criticada por eleitores que esperam posições claras. A adoção do nome do PSD histórico, sem vínculo jurídico com a sigla extinta em 1965, também gerou questionamentos pontuais na imprensa.

Fontes desta análise

Site oficial do PSDRegistro no TSEDados abertos da Câmara

Análise assinada pela equipe editorial do QuemVotar (Equipe QuemVotar). Este texto não representa recomendação de voto nem posição do partido.

Como interpretar este partido

Esta página resume a presença do Partido Social Democrático (PSD) no Congresso Nacional, incluindo tamanho da bancada, lideranças localizadas e caminhos para fontes oficiais. A composição parlamentar pode mudar por migrações partidárias, licenças, suplências e atualizações das casas legislativas.

Campo político e família partidária são classificações aproximadas para navegação. Elas devem ser lidas junto com votos, projetos, atuação das lideranças e informações oficiais do partido.

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