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PSB

🌹 PSB

Partido Socialista Brasileiro

Partido com atuação parlamentar em 24 cadeiras no Congresso.

Centro-esquerdaSocialista democrática

Cadeiras no Congresso

24

17 deputados • 7 senadores

Presidência nacional

Não localizada

Liderança na Câmara

Jonas Donizette

Liderança no Senado

Cid Gomes

Identidade política

Campo aproximado

Centro-esquerda

Família política aproximada: Socialista democrática.

Como o partido se apresenta

Partido com atuação parlamentar em 24 cadeiras no Congresso.

Análise editorial • Atualizado em 14/08/2026

Um partido refundado

O PSB é uma das legendas mais antigas em atividade, com uma história que começa em 1947, quando o Partido Socialista Brasileiro foi fundado por intelectuais e militantes de esquerda. Extinto pelo regime militar em 1965, o partido foi refundado em 1985, no processo de redemocratização, por lideranças como o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes.

Em 1989, o PSB integrou a Frente Brasil Popular, que lançou Lula à Presidência, e a bancada do partido esteve presente na Assembleia Constituinte de 1987-1988. Ao longo dos anos 1990, a legenda participou das articulações da esquerda no plano nacional.

Arraes, que fora cassado e exilado após o golpe de 1964, tornou-se a principal liderança do PSB e elegeu-se governador de Pernambuco em 1986 e 1994. A força do partido se concentrou historicamente no Nordeste, em especial em Pernambuco, e a legenda sempre cultivou a imagem de partido de quadros, com presença de técnicos e gestores.

O partido apoiou os governos Lula e Dilma e, em 2013, deixou a base do governo federal, quando o então governador Eduardo Campos, neto de Arraes, se lançou candidato à Presidência. Em agosto de 2014, Campos morreu em um acidente aéreo em Santos durante a campanha; a ex-senadora Marina Silva, filiada ao partido desde 2013, assumiu a candidatura e terminou a eleição em terceiro lugar.

Em 2016, o PSB apoiou o impeachment de Dilma Rousseff e integrou a base do governo Temer, com Fernando Coelho Filho no Ministério de Minas e Energia. Em 2022, o partido apoiou Lula, e o ex-governador Geraldo Alckmin, recém-filiado ao PSB, tornou-se candidato a vice-presidente na chapa vencedora.

Em 2020, João Campos, filho de Eduardo Campos, foi eleito prefeito do Recife, sendo reeleito em 2024. Em 2023, o partido voltou à base do governo Lula, indicando Márcio França para o Ministério de Portos e Aeroportos.

A morte de Campos deixou uma lacuna de liderança: nos anos seguintes, o partido perdeu quadros e bancadas, e a reconstrução passou a depender de nomes como João Campos e de alianças no plano federal.

Em 2002, o PSB apoiou Lula e passou a integrar a base do governo federal, com cargos no segundo escalão e participação nas articulações da coalizão.

Socialismo democrático

O PSB se define como um partido socialista democrático: defende a democracia representativa, a economia de mercado com regulação estatal e políticas sociais amplas. Em seus documentos, combina o socialismo com o desenvolvimento nacional, com ênfase no papel do Estado em infraestrutura, educação e ciência.

Ao contrário de partidos de esquerda mais radicais, o PSB sempre aceitou alianças amplas, inclusive com partidos de centro e de direita, o que lhe rendeu o perfil de legenda pragmática de esquerda.

A defesa do Nordeste e do desenvolvimento regional é um traço constante do discurso do partido, que historicamente reivindica políticas de combate à seca e de investimento na região. No plano internacional, a legenda se identifica com o socialismo democrático europeu e participa de fóruns de partidos de esquerda.

Em campanhas e documentos, o partido apresenta a redução das desigualdades regionais como prioridade. A legenda também defende o fortalecimento do sistema público de saúde e de educação, temas centrais dos governos do partido em Pernambuco.

Os governos do PSB em Pernambuco são apresentados pela legenda como vitrines de políticas de educação e saúde no Nordeste.

Do Nordeste ao governo federal

O PSB governou Pernambuco por quatro mandatos consecutivos, entre 2007 e 2022, com Eduardo Campos e Paulo Câmara, e manteve o Recife com João Campos a partir de 2021. No Congresso, a bancada federal encolheu nas eleições de 2018 e 2022, mas o partido preservou presença em estados do Nordeste e do Sudeste.

A partir de 2023, o partido voltou a integrar a base do governo Lula, indicando Márcio França para o Ministério de Portos e Aeroportos. A bancada passou a apoiar as pautas econômicas do governo, com atenção especial a temas sociais.

Além de Pernambuco, o partido governou João Pessoa com Luciano Cartaxo (2013-2020) e manteve bancadas em assembleias estaduais do Nordeste. A bancada federal votou com o governo em pautas sociais e de arrecadação.

A dança das alianças

A trajetória de alianças do PSB em uma década — da base de Dilma à oposição, do apoio ao impeachment à base de Temer e, depois, ao apoio a Lula — foi amplamente noticiada e rendeu críticas de inconsistência. Dirigentes do partido responderam que cada mudança foi motivada por avaliações de conjuntura.

A passagem de Marina Silva pelo partido também foi conturbada: ela se filiou em 2013, foi candidata à Presidência em 2014 e deixou a legenda em 2015 para fundar a Rede Sustentabilidade, citando diferenças programáticas.

Setores da esquerda também criticaram o partido por ter apoiado o impeachment de 2016, posição que o PSB defendeu como decisão de princípio. Nos períodos de mudança de aliança, a legenda viu parlamentares migrarem para outras siglas, perda comum em momentos de transição.

Fontes desta análise

Site oficial do PSBRegistro no TSEDados abertos do Senado

Análise assinada pela equipe editorial do QuemVotar (Equipe QuemVotar). Este texto não representa recomendação de voto nem posição do partido.

Como interpretar este partido

Esta página resume a presença do Partido Socialista Brasileiro (PSB) no Congresso Nacional, incluindo tamanho da bancada, lideranças localizadas e caminhos para fontes oficiais. A composição parlamentar pode mudar por migrações partidárias, licenças, suplências e atualizações das casas legislativas.

Campo político e família partidária são classificações aproximadas para navegação. Elas devem ser lidas junto com votos, projetos, atuação das lideranças e informações oficiais do partido.

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