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PP

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Progressistas

Partido com atuação parlamentar em 53 cadeiras no Congresso.

Centro-direitaConservador liberal

Cadeiras no Congresso

53

46 deputados • 7 senadores

Presidência nacional

Não localizada

Liderança na Câmara

Doutor Luizinho

Liderança no Senado

Tereza Cristina

Identidade política

Campo aproximado

Centro-direita

Família política aproximada: Conservador liberal.

Como o partido se apresenta

Partido com atuação parlamentar em 53 cadeiras no Congresso.

Análise editorial • Atualizado em 14/08/2026

Uma linhagem desde a ARENA

O PP é herdeiro de uma linhagem partidária que começa na ARENA, partido criado em 1966 para apoiar o regime militar. Com a reforma partidária de 1979, a ARENA deu lugar ao PDS. Em 1993, o PDS se fundiu com o PDC, dando origem ao PPR; no mesmo ano, PST e PTR criaram o PP. Em 1995, PPR e PP se uniram no PPB, o Partido Progressista Brasileiro. Em 2003, o PPB passou a se chamar PP e, em 2017, a legenda adotou o nome Progressistas, mantendo a sigla.

O PPB, nome da legenda nos anos 1990, integrou a base do governo Fernando Henrique Cardoso e chegou a indicar ministros no período. A tradição de participar das coalizões federais se manteve nas décadas seguintes, com a legenda sempre presente nas negociações de cargos e emendas.

Essa sequência de fusões produziu um partido com forte presença no interior do país e no agronegócio, perfil conservador e tradição de pragmatismo. Nos anos 1990, o PPB teve como principal expoente o ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf.

Ao longo das últimas décadas, a legenda integrou as bases dos governos de Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro, em diferentes momentos, com ministérios e cargos. Na eleição de 1989, a linhagem do partido apoiou Fernando Collor no segundo turno, e a partir de então participou de praticamente todas as coalizões federais.

O PP também é um dos pilares do chamado centrão, bloco informal de partidos que negocia apoio aos governos em troca de cargos e emendas. O termo, usado desde a Assembleia Constituinte, ganhou novo sentido nos anos 2010 para descrever o bloco de partidos médios que passou a concentrar a articulação da Câmara.

Em 2021, o deputado Arthur Lira, do PP de Alagoas, foi eleito presidente da Câmara com apoio do centrão e do governo Bolsonaro, e foi reeleito em 2023, mantendo o partido no centro do comando da Casa. No Senado, o senador Ciro Nogueira, do Piauí, foi líder do governo Bolsonaro e depois ministro-chefe da Casa Civil, entre 2021 e 2022.

A força do partido vem de sua capilaridade: diretórios organizados no interior, bancadas estaduais ativas e uma rede de prefeitos que se renova a cada eleição municipal. Essa estrutura transformou o PP em peça obrigatória das negociações orçamentárias no Congresso.

A legenda também elegeu governadores ao longo de sua história, como Esperidião Amin em Santa Catarina, eleito duas vezes, e mantém bancadas fortes nas assembleias do Sul.

Conservadorismo e pragmatismo

O partido se apresenta como conservador e defensor da economia de mercado, da segurança jurídica e da propriedade. Na prática, sua atuação é marcada pelo pragmatismo: o PP participou de governos de esquerda e de direita, priorizando a conquista de cargos e emendas para suas bases eleitorais.

A forte ligação com o agronegócio e com o interior do país dá ao partido um perfil ruralista: a bancada abriga integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária e atua em temas como crédito rural, questões fundiárias e legislação ambiental, com defesa dos interesses do setor produtivo rural.

Em pautas de costumes, predomina o conservadorismo, com posições contrárias à legalização do aborto e defesa de pautas ligadas à família. A legenda evita, em geral, posições radicais e procura manter canais de diálogo com todos os campos políticos, característica que seus dirigentes apresentam como realismo.

A bancada também defende a simplificação tributária e o crédito rural, temas caros às suas bases no interior do país.

O partido também defende a segurança jurídica no campo e a regularização fundiária, pautas recorrentes de suas bancadas rurais.

Pilar do centrão

O PP manteve ao longo das décadas bancadas expressivas na Câmara, com força especialmente no Sul e em estados como Alagoas e Piauí. A eleição de Arthur Lira para a presidência da Câmara, em 2021, e sua reeleição em 2023 deram ao partido o comando da principal casa legislativa do país.

No Senado, a bancada do partido apoiou os governos de diferentes campos, e Ciro Nogueira ocupou a liderança do governo Bolsonaro na Casa antes de assumir a Casa Civil. O partido também preside comissões relevantes e participa da distribuição de relatorias estratégicas no Congresso.

Em 2024, o partido elegeu prefeitos em centenas de municípios, consolidando sua base municipal, e manteve bancadas expressivas nas assembleias legislativas.

Do mensalão à Lava Jato

No processo do mensalão, julgado pelo STF em 2012, foram condenados os então deputados Pedro Corrêa e Pedro Henry, dirigentes da legenda, por envolvimento no esquema de compra de apoio parlamentar noticiado em 2005. Ambos negaram as acusações e recorreram das condenações.

A partir de 2014, a Operação Lava Jato alcançou parlamentares e ex-dirigentes do partido, com prisões, delações e condenações noticiadas; alguns casos terminaram em arquivamento ou absolvição. O partido, como legenda, não foi condenado nesses processos, e os envolvidos negam as acusações.

Nos anos 2020, o partido também foi citado em reportagens sobre o uso de emendas parlamentares para ampliar sua influência; o instrumento das emendas de relator, apelidado de orçamento secreto, foi suspenso pelo STF em 2022, após questionamentos de constitucionalidade. O PP, como legenda, não foi condenado nesses processos.

Fontes desta análise

Site oficial do ProgressistasRegistro no TSEDados abertos da Câmara

Análise assinada pela equipe editorial do QuemVotar (Equipe QuemVotar). Este texto não representa recomendação de voto nem posição do partido.

Como interpretar este partido

Esta página resume a presença do Progressistas (PP) no Congresso Nacional, incluindo tamanho da bancada, lideranças localizadas e caminhos para fontes oficiais. A composição parlamentar pode mudar por migrações partidárias, licenças, suplências e atualizações das casas legislativas.

Campo político e família partidária são classificações aproximadas para navegação. Elas devem ser lidas junto com votos, projetos, atuação das lideranças e informações oficiais do partido.

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