Cadeiras no Congresso
10
9 deputados • 1 senadores

🌹 PDT
Partido com atuação parlamentar em 10 cadeiras no Congresso.
Cadeiras no Congresso
10
9 deputados • 1 senadores
Presidência nacional
Não localizada
Liderança na Câmara
André Figueiredo
Liderança no Senado
Weverton
Campo aproximado
Centro-esquerda
Família política aproximada: Trabalhista.
Como o partido se apresenta
Partido com atuação parlamentar em 10 cadeiras no Congresso.
Análise editorial • Atualizado em 14/08/2026
O PDT foi criado em 1979 por Leonel Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul, exilado durante o regime militar e cunhado do ex-presidente João Goulart. Depois de perder para Ivete Vargas a disputa judicial pelo registro do PTB, Brizola fundou o PDT como herdeiro do trabalhismo, corrente política criada por Getúlio Vargas.
O partido cresceu com o brizolismo: Brizola foi eleito governador do Rio de Janeiro em 1982 e reeleito em 1990, e o PDT dominou a política fluminense nos anos 1980. No Rio, Brizola criou os CIEPs, escolas de tempo integral que se tornaram marca de seus governos. Em 1989, foi candidato a presidente, terminou em terceiro lugar e apoiou Lula no segundo turno.
Nos anos 1990 e 2000, o partido perdeu força: a bancada federal encolheu, e o PDT passou a disputar espaço como força média, com presença em estados como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Ceará e Amapá, onde governou por longos períodos com Waldez Góes. Brizola morreu em 2004, e seu nome continua sendo a referência central da legenda.
Em 2015, Ciro Gomes se filiou ao partido e se tornou o principal nome da legenda, candidato à Presidência em 2018, quando terminou em terceiro lugar, e em 2022, quando ficou em quarto.
A relação com o PT marcou a história do partido: aliados em vários momentos — do segundo turno de 1989 ao apoio a Lula em 2022 —, as duas legendas também disputaram o mesmo eleitorado de esquerda. Em 2016, porém, o PDT liberou a bancada na votação do impeachment de Dilma Rousseff, e a maioria dos seus deputados votou a favor, decisão que marcou o distanciamento em relação ao PT.
Nos anos 1980, o partido elegeu Saturnino Braga prefeito do Rio de Janeiro, em 1985, e construiu no estado uma máquina política que durou até meados dos anos 1990. Depois disso, o partido nunca repetiu a força que teve no Rio, passando a crescer em outros estados.
O PDT participou da Assembleia Constituinte de 1987-1988, com bancada própria, e manteve força no Rio Grande do Sul, estado de origem de Brizola. A partir dos anos 1990, a bancada federal encolheu, e o partido passou a depender de lideranças regionais e de alianças no plano nacional.
O PDT se define como um partido trabalhista. Seu programa reivindica o legado de Getúlio Vargas e João Goulart: nacionalismo econômico, papel ativo do Estado, defesa dos direitos trabalhistas e do desenvolvimento industrial. A palavra trabalhista está na origem do nome e na identidade da legenda.
Ao longo dos anos, o partido combinou essa tradição com bandeiras como educação pública em tempo integral, reforma agrária e defesa da soberania nacional.
O PDT também é conhecido pela defesa de um modelo de desenvolvimento com forte presença do Estado na economia, posição que o distingue das legendas liberais. Na prática, porém, o partido se aproximou do centro ao longo do tempo, participando de governos de diferentes campos e acomodando perfis diversos, de sindicalistas a empresários.
O partido também defende a educação em tempo integral, herança dos CIEPs de Brizola, e políticas de geração de emprego com apoio à indústria nacional. No plano institucional, defende o fortalecimento dos direitos trabalhistas e da previdência pública.
O nacionalismo do partido aparece na defesa dos recursos naturais e na oposição à venda de empresas estatais, posições recorrentes nos discursos de suas lideranças.
O PDT teve nas décadas de 1980 e 1990 uma das maiores bancadas da Câmara, concentrada no Rio de Janeiro; depois, a bancada encolheu. O partido apoiou o impeachment de 2016, decisão que marcou distanciamento do PT, e, em 2022, apoiou Lula no segundo turno.
A partir de 2023, o partido manteve posição de independência em relação ao governo Lula, votando caso a caso, embora tenha indicado Carlos Lupi para o Ministério da Previdência Social. No Senado, a bancada é pequena, mas ativa em temas trabalhistas e previdenciários.
Na legislatura iniciada em 2023, a bancada da Câmara manteve o perfil histórico da legenda, com atuação em temas trabalhistas e em votações de matérias previdenciárias.
O PDT também participa das articulações da base governista em temas trabalhistas, votando com o governo quando avalia que as pautas preservam direitos.
O apoio ao impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, dividiu o partido: parte dos filiados, identificada com a tradição de esquerda, criticou a decisão, tomada pela direção nacional, que justificou publicamente a posição.
Após as eleições de 2022, o partido viveu um racha público entre Ciro Gomes e a direção nacional, comandada por Carlos Lupi: o ex-candidato criticou abertamente a gestão da legenda e a relação com o governo Lula, em episódios amplamente noticiados em 2023 e 2024.
A relação com o PT, marcada por alianças e rompimentos, segue como tema de debate interno: o partido alterna críticas ao governo Lula e votos favoráveis, posição que gera atritos entre as alas.
Análise assinada pela equipe editorial do QuemVotar (Equipe QuemVotar). Este texto não representa recomendação de voto nem posição do partido.
Esta página resume a presença do Partido Democrático Trabalhista (PDT) no Congresso Nacional, incluindo tamanho da bancada, lideranças localizadas e caminhos para fontes oficiais. A composição parlamentar pode mudar por migrações partidárias, licenças, suplências e atualizações das casas legislativas.
Campo político e família partidária são classificações aproximadas para navegação. Elas devem ser lidas junto com votos, projetos, atuação das lideranças e informações oficiais do partido.