Cadeiras no Congresso
11
9 deputados • 2 senadores

🌹 PDT
Partido com atuação parlamentar em 11 cadeiras no Congresso.
Cadeiras no Congresso
11
9 deputados • 2 senadores
Presidência nacional
Não localizada
Liderança na Câmara
André Figueiredo
Liderança no Senado
Weverton
Campo aproximado
Centro-esquerda
Família política aproximada: Trabalhista.
Como o partido se apresenta
Partido com atuação parlamentar em 11 cadeiras no Congresso.
Análise editorial • Atualizado em 14/08/2026
O PDT foi criado em 1979 por Leonel Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul, exilado durante o regime militar e cunhado do ex-presidente João Goulart. Depois de perder para Ivete Vargas a disputa judicial pelo registro do PTB, Brizola fundou o PDT como herdeiro do trabalhismo, corrente política criada por Getúlio Vargas.
O partido cresceu com o brizolismo: Brizola foi eleito governador do Rio de Janeiro em 1982 e reeleito em 1990, e o PDT dominou a política fluminense nos anos 1980. No Rio, Brizola criou os CIEPs, escolas de tempo integral que se tornaram marca de seus governos. Em 1989, foi candidato a presidente, terminou em terceiro lugar e apoiou Lula no segundo turno.
Nos anos 1990 e 2000, o partido perdeu força: a bancada federal encolheu, e o PDT passou a disputar espaço como força média, com presença em estados como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Ceará e Amapá, onde governou por longos períodos com Waldez Góes. Brizola morreu em 2004, e seu nome continua sendo a referência central da legenda.
Em 2015, Ciro Gomes se filiou ao partido e se tornou o principal nome da legenda, candidato à Presidência em 2018, quando terminou em terceiro lugar, e em 2022, quando ficou em quarto.
A relação com o PT marcou a história do partido: aliados em vários momentos — do segundo turno de 1989 ao apoio a Lula em 2022 —, as duas legendas também disputaram o mesmo eleitorado de esquerda. Em 2016, porém, o PDT liberou a bancada na votação do impeachment de Dilma Rousseff, e a maioria dos seus deputados votou a favor, decisão que marcou o distanciamento em relação ao PT.
Esta página resume a presença do Partido Democrático Trabalhista (PDT) no Congresso Nacional, incluindo tamanho da bancada, lideranças localizadas e caminhos para fontes oficiais. A composição parlamentar pode mudar por migrações partidárias, licenças, suplências e atualizações das casas legislativas.
Campo político e família partidária são classificações aproximadas para navegação. Elas devem ser lidas junto com votos, projetos, atuação das lideranças e informações oficiais do partido.
Nos anos 1980, o partido elegeu Saturnino Braga prefeito do Rio de Janeiro, em 1985, e construiu no estado uma máquina política que durou até meados dos anos 1990. Depois disso, o partido nunca repetiu a força que teve no Rio, passando a crescer em outros estados.
O PDT participou da Assembleia Constituinte de 1987-1988, com bancada própria, e manteve força no Rio Grande do Sul, estado de origem de Brizola. A partir dos anos 1990, a bancada federal encolheu, e o partido passou a depender de lideranças regionais e de alianças no plano nacional.
O PDT se define como um partido trabalhista. Seu programa reivindica o legado de Getúlio Vargas e João Goulart: nacionalismo econômico, papel ativo do Estado, defesa dos direitos trabalhistas e do desenvolvimento industrial. A palavra trabalhista está na origem do nome e na identidade da legenda.
Ao longo dos anos, o partido combinou essa tradição com bandeiras como educação pública em tempo integral, reforma agrária e defesa da soberania nacional.
O PDT também é conhecido pela defesa de um modelo de desenvolvimento com forte presença do Estado na economia, posição que o distingue das legendas liberais. Na prática, porém, o partido se aproximou do centro ao longo do tempo, participando de governos de diferentes campos e acomodando perfis diversos, de sindicalistas a empresários.
O partido também defende a educação em tempo integral, herança dos CIEPs de Brizola, e políticas de geração de emprego com apoio à indústria nacional. No plano institucional, defende o fortalecimento dos direitos trabalhistas e da previdência pública.
O nacionalismo do partido aparece na defesa dos recursos naturais e na oposição à venda de empresas estatais, posições recorrentes nos discursos de suas lideranças.
O PDT teve nas décadas de 1980 e 1990 uma das maiores bancadas da Câmara, concentrada no Rio de Janeiro; depois, a bancada encolheu. O partido apoiou o impeachment de 2016, decisão que marcou distanciamento do PT, e, em 2022, apoiou Lula no segundo turno.
A partir de 2023, o partido manteve posição de independência em relação ao governo Lula, votando caso a caso, embora tenha indicado Carlos Lupi para o Ministério da Previdência Social. No Senado, a bancada é pequena, mas ativa em temas trabalhistas e previdenciários.
Na legislatura iniciada em 2023, a bancada da Câmara manteve o perfil histórico da legenda, com atuação em temas trabalhistas e em votações de matérias previdenciárias.
O PDT também participa das articulações da base governista em temas trabalhistas, votando com o governo quando avalia que as pautas preservam direitos.
O apoio ao impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, dividiu o partido: parte dos filiados, identificada com a tradição de esquerda, criticou a decisão, tomada pela direção nacional, que justificou publicamente a posição.
Após as eleições de 2022, o partido viveu um racha público entre Ciro Gomes e a direção nacional, comandada por Carlos Lupi: o ex-candidato criticou abertamente a gestão da legenda e a relação com o governo Lula, em episódios amplamente noticiados em 2023 e 2024.
A relação com o PT, marcada por alianças e rompimentos, segue como tema de debate interno: o partido alterna críticas ao governo Lula e votos favoráveis, posição que gera atritos entre as alas.
Análise assinada pela equipe editorial do QuemVotar (Equipe QuemVotar). Este texto não representa recomendação de voto nem posição do partido.