Cadeiras no Congresso
5
5 deputados • 0 senadores

🛡️ NOVO
Partido com atuação parlamentar em 5 cadeiras no Congresso.
Cadeiras no Congresso
5
5 deputados • 0 senadores
Presidência nacional
Não localizada
Liderança na Câmara
Gilson Marques
Liderança no Senado
Sem líder localizado
Campo aproximado
Direita
Família política aproximada: Liberal.
Como o partido se apresenta
Partido com atuação parlamentar em 5 cadeiras no Congresso.
Análise editorial • Atualizado em 14/08/2026
O Partido Novo foi fundado em 2011, em São Paulo, por um grupo de empresários e profissionais liberais, entre eles João Amoêdo, executivo de banco que se tornou o principal rosto da legenda. O partido nasceu com um discurso radical de liberalismo econômico e de crítica à política tradicional, o que rendeu à sigla a imagem de "partido dos empresários".
O registro levou anos para ser aprovado: a legenda precisou coletar assinaturas em todo o país e só teve o registro confirmado pelo TSE em 2015. No ano seguinte, o NOVO disputou sua primeira eleição, as municipais de 2016, elegendo vereadores em algumas cidades.
Em 2018, o partido lançou João Amoêdo à Presidência. A candidatura teve votação modesta, mas projetou o partido nacionalmente: o NOVO elegeu uma pequena bancada federal e passou a ser tratado como a principal legenda liberal do país.
Em 2021, Amoêdo anunciou sua saída do partido, em meio a divergências internas amplamente noticiadas pela imprensa. Em 2022, o partido lançou Luiz Felipe d'Avila à Presidência, também com votação modesta, e elegeu novamente uma pequena bancada federal.
Apesar do tamanho, o NOVO se tornou referência da agenda liberal: privatizações, corte de gastos, reforma administrativa e redução de impostos são bandeiras permanentes da legenda, que também ficou conhecida por abrir mão do fundo partidário e do fundo eleitoral, mantendo a estrutura com contribuições de filiados.
Esta página resume a presença do Partido Novo (NOVO) no Congresso Nacional, incluindo tamanho da bancada, lideranças localizadas e caminhos para fontes oficiais. A composição parlamentar pode mudar por migrações partidárias, licenças, suplências e atualizações das casas legislativas.
Campo político e família partidária são classificações aproximadas para navegação. Elas devem ser lidas junto com votos, projetos, atuação das lideranças e informações oficiais do partido.
O partido também se notabilizou por uma comunicação direta com o eleitorado jovem e urbano, com forte presença nas redes sociais e um discurso de crítica à política tradicional, marca que o acompanha desde a fundação.
O NOVO se define como liberal e tem como programa a redução do tamanho do Estado: defende privatizações, simplificação tributária, reforma administrativa e a participação da iniciativa privada na gestão de serviços públicos, com menos regulação e menos impostos.
No plano político, a legenda defende o fim do financiamento público de campanhas e a redução do número de partidos, pautas que repete em todos os pleitos. O partido também defende o voto distrital como forma de aproximar eleitor e eleito, tema recorrente em seus documentos.
A legenda também é conhecida pelo estilo de gestão: defende a meritocracia no serviço público, o controle de gastos e a transparência, temas que seus parlamentares costumam levar às comissões e aos plenários.
Na prática, o partido costuma votar contra aumentos de despesas públicas e a favor de pautas de ajuste fiscal, posições que o colocam em confronto frequente com partidos de esquerda e com parte do centrão.
O NOVO defende ainda a liberdade de escolha em educação e saúde, com o financiamento público vinculado ao cidadão, tema presente em seus programas e em seus debates internos.
O NOVO elegeu pequenas bancadas na Câmara dos Deputados em 2018 e 2022, mantendo presença discreta no Senado. Apesar do tamanho, a bancada ficou conhecida pela atuação vocal em pautas econômicas e por votar de forma coesa contra projetos que ampliam gastos públicos.
Nos estados, o partido elegeu deputados estaduais em algumas assembleias e, nas eleições municipais, cresceu de forma gradual, elegendo vereadores em várias cidades. O partido também adotou o chamado mandato compartilhado, pelo qual parte do salário dos parlamentares é destinada à legenda, prática usada como marca distintiva.
Nas eleições municipais, o partido tem disputado prefeituras e câmaras em cidades médias e grandes, com resultados que variam conforme a região, e mantém estrutura organizada em vários estados.
No segundo turno da eleição de 2018, a direção do NOVO declarou apoio a Jair Bolsonaro, decisão que dividiu filiados e militantes, com parte do partido defendendo neutralidade. O episódio é citado pela imprensa como um dos momentos de maior tensão interna da legenda.
A saída de João Amoêdo, em 2021, foi atribuída pela imprensa a divergências sobre os rumos do partido; o fundador passou a criticar publicamente a gestão da legenda, em episódios acompanhados de perto pela imprensa.
O partido também é criticado por setores da esquerda por defender o enxugamento do Estado e por sua postura dura em relação a políticas sociais; os dirigentes rebatem dizendo que a agenda liberal é a forma de garantir crescimento e emprego.
Entre 2019 e 2022, o partido manteve posição crítica em relação a diversas pautas do governo Bolsonaro, sobretudo as que envolviam gastos públicos, e apoiou outras, como a reforma da Previdência, aprovada em 2019, posição que rendeu críticas de ambos os lados do espectro político.
Análise assinada pela equipe editorial do QuemVotar (Equipe QuemVotar). Este texto não representa recomendação de voto nem posição do partido.