Cadeiras no Congresso
2
2 deputados • 0 senadores

🏛️ CIDADANIA
Partido com atuação parlamentar em 2 cadeiras no Congresso.
Cadeiras no Congresso
2
2 deputados • 0 senadores
Presidência nacional
Não localizada
Liderança na Câmara
Alex Manente
Liderança no Senado
Sem líder localizado
Campo aproximado
Centro
Família política aproximada: Centro liberal.
Como o partido se apresenta
Partido com atuação parlamentar em 2 cadeiras no Congresso.
Análise editorial • Atualizado em 14/08/2026
O Cidadania é o novo nome do Partido Popular Socialista (PPS), adotado em 2019. O PPS, por sua vez, nasceu em 1992 de uma cisão do Partido Comunista Brasileiro (PCB), fundado em 1922 e considerado o partido mais antigo do país: um grupo liderado por Roberto Freire deixou o PCB e fundou uma legenda social-democrata, rompendo com a tradição comunista.
O novo partido apoiou as candidaturas de Fernando Henrique Cardoso à Presidência em 1994 e 1998, aproximando-se do PSDB, e em 2002 lançou Ciro Gomes à Presidência, com votação relevante que projetou a legenda nacionalmente.
Nos anos seguintes, o PPS oscilou entre a oposição e o apoio a governos de diferentes campos: apoiou candidatos do PSDB em várias eleições, votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff em 2016 e integrou a base do governo Temer, quando Roberto Freire, presidente histórico da legenda, comandou o Ministério da Cultura.
Em 2019, o partido mudou de nome para Cidadania, mantendo o número 23, com a justificativa de renovar a marca. Roberto Freire, que presidiu a legenda por décadas, deixou o partido em 2021, em meio à crise de identidade que atingiu a sigla após anos de encolhimento.
Em 2022, o Cidadania formou federação partidária com o PSDB, aliança que garantiu a sobrevivência parlamentar das duas legendas a partir daquele ano. A federação, válida por quatro anos, passou a ser descrita por analistas como uma estratégia de sobrevivência de dois partidos que perderam força nas últimas décadas.
Nas décadas de 1990 e 2000, o partido se destacou pelo discurso de ética na política e pela defesa da reforma política, temas que marcaram as campanhas da legenda e deram a ela uma identidade própria, distinta das grandes siglas.
O PPS nasceu com um programa social-democrata: defesa da economia de mercado com políticas sociais, direitos civis e reforma política. Essa tradição foi mantida pelo Cidadania, que se apresenta como uma legenda de centro, com ênfase em ética pública, transparência e defesa das instituições.
O partido também ficou conhecido por insistir na agenda da reforma política, como o financiamento público de campanhas e o voto em lista, pautas que defendeu por anos no Congresso.
Na prática, porém, a legenda perdeu espaço: sem um eleitorado cativo e com bancadas cada vez menores, o Cidadania passou a depender de alianças para sobreviver, comportamento que seus dirigentes justificam como realismo e que os críticos classificam como perda de identidade.
A legenda também é conhecida por defender pautas de transparência e de combate à corrupção, e por apoiar regras eleitorais mais rígidas, como cláusulas de desempenho, pautas que, na prática, atingem também legendas pequenas como a própria.
O PPS teve bancadas expressivas na Câmara nos anos 1990 e início dos anos 2000, com deputados como Fernando Gabeira e o próprio Roberto Freire. A partir de 2014, porém, a bancada encolheu nas últimas eleições, e o partido passou a ter presença pequena no Congresso.
No Senado, a legenda manteve presença ocasional. A federação com o PSDB, firmada em 2022, garantiu ao Cidadania a permanência parlamentar e o cumprimento da cláusula de barreira até o fim do período da aliança, em um formato que passou a concentrar a atuação das duas legendas.
No plano estadual, o partido elege deputados em algumas assembleias legislativas e participa de governos de coalizão em diferentes unidades da federação, indicando cargos em secretarias e órgãos da administração.
A trajetória de alianças do partido — do apoio a FHC ao lançamento de Ciro Gomes, da oposição aos governos petistas ao apoio ao impeachment e ao governo Temer — foi amplamente noticiada e rendeu críticas de inconsistência. A direção sempre defendeu cada mudança como decisão de princípio, ligada à defesa da ética e das instituições.
A mudança de nome para Cidadania não reverteu o declínio: a saída de Roberto Freire, em 2021, e a federação com o PSDB em 2022 foram interpretadas pela imprensa como sinais do esvaziamento da legenda, que nega estar em extinção e afirma seguir atuante nas pautas de reforma política.
A federação com o PSDB foi precedida de longas negociações e gerou debate interno sobre a identidade da legenda; dirigentes afirmam que a aliança preserva a autonomia do partido e não impede que ele apresente candidaturas próprias.
Análise assinada pela equipe editorial do QuemVotar (Equipe QuemVotar). Este texto não representa recomendação de voto nem posição do partido.
Esta página resume a presença do Cidadania (CIDADANIA) no Congresso Nacional, incluindo tamanho da bancada, lideranças localizadas e caminhos para fontes oficiais. A composição parlamentar pode mudar por migrações partidárias, licenças, suplências e atualizações das casas legislativas.
Campo político e família partidária são classificações aproximadas para navegação. Elas devem ser lidas junto com votos, projetos, atuação das lideranças e informações oficiais do partido.